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OS 10 ÍTENS DA MINHA VERDADE

OS 10 ÍTENS DA MINHA VERDADE

Na semana passada eu recebi uma grande surpresa de uma pessoa que foi e está sendo um presente na minha vida. No dia de sua última sessão de coaching, Ana Paula Altoé Brandão me encaminhou “os 10 itens de sua verdade” e, com a sua permissão vou publicar na íntegra, tamanha a preciosidade de suas palavras.

Gratidão minha querida Ana Paula por tantas curas que me permitiu e,  não se esqueça: o mundo precisa dos talentos que você tem. O mundo está esperando por vocês!

Segue então, conforme recebi:

Farei a minha última sessão de Coaching e, depois de 11 encontros em três meses e meio, sinto a necessidade de escrever algo para entender o que se passaram nesses últimos meses. Esse processo me induziu a pensar sobre mim mesma e me proporcionou uma visão otimista da minha realidade. Me apresentou a Ana Paula determinada, corajosa, bonita, criativa, organizada, estudiosa, que eu não conhecia. Ou pelo menos, não reconhecia.

Milan Kundera, um autor que ganhou minha admiração, trouxe em seu livro “A insustentável leveza do ser” o conceito de “eterno retorno” apontado por Nietzsche, que significa que tendemos a repetir nossos atos e/ou comportamentos e o de nossos pais como se fosse um eterno ciclo que se repete e repete e repete. Kudera é tão bom que ele não problematiza essa questão, apenas a coloca como característica de seus personagens na história do livro. Fica a encargo do leitor pensar sobre isso. E ao final da história, um desses personagens fala: “Não sei por que fui tão teimoso. Um dia tomamos uma decisão, sem mesmo saber por quê e essa decisão tem sua própria força de inércia. Cada ano que passa fica mais difícil muda-la”.

Angustiada com o posicionamento desse personagem, eu determinei que eu não gostaria que isso acontecesse comigo, que eu não seria uma consequência de atos não pensados e apenas reproduzidos, definidos pelo meu meio, pelos meus pais, pelos meus amigos, pelos meus medos, etc. Que, ao contrário de um “eterno retorno”, eu seria reflexão, autoanálise e ação pensada. Olharia criticamente para meu universo interior. Pois, em um contexto cercado pelo negativismo, carência e individualismo, eu gostaria de ser luz, alegria e vibrações positivas para mim e, consequentemente, para todo o meu mundo exterior. Foi aí, após a primeira sessão e após esse livro, que eu aceitei o processo do Coaching.

As leituras diárias, os filmes, as atividades, as sessões com a Márcia e a busca pela transformação me mergulharam em uma atmosfera de conhecimento e olhar crítico, mais cuidadoso e amoroso para comigo mesma. Um impulso para agir e viver ligados ao agora, ao presente.

Não escrevo para deixar uma conclusão, ou um final feliz, porque, aos 23 anos, no auge da minha juventude, no auge de todas as incertezas, no auge das grandes decisões que eu vou tomar e que provavelmente definirão toda a minha história de vida, não há final, mas sim começos. Para isso, como guia, eu criei os meus próprios itens da verdade, que dizem respeito as decisões que eu tomo para o dia de hoje:

  1. O autoconhecimento é a melhor ferramenta de autocontrole (controle dos meus atos e pensamentos para direcioná-los ao que é prioridade e fundamental para mim), e não a autocobrança, pois esta só mascara e massacra a minha verdade interior.
  2. A necessidade de solucionar todos os problemas (tanto os próprio, quanto dos outros) é tão viciosa quanto ficar olhando só para os problemas, no negativismo. A base de ambos é a mesma: PROBLEMA!
  3. Saber lidar com a dúvida e a incerteza é respeitar o tempo do universo, das coisas, das pessoas e também o meu próprio. Desde que feito com pensamento crítico, pois, se não for assim, me torno passiva aos acontecimentos.
  4. Me projetar nas pessoas para procurar minha própria personalidade me limita. Sou única, criativa e infinita. Então, chega de comparações!
  5. Sou esponja para absorver as coisas boas que chegam até mim por meio de gestos, palavras e energia. Mas sei também ser peneira para as coisas ruins, de maneira a filtrar apenas o que me trará benefícios.
  6. Não tenho medo do fracasso. Eu vou fracassar e errar. Isso é um fato! Para que uma árvore cresça é preciso ser podada. A dor faz parte da evolução, então eu aprecio.
  7. Sou grata por ser quem eu sou. Isso não é comodismo, ou egocentrismo, ou falta de humildade. Eu me amo e me enxergo nas minhas qualidades. Isso é autoconhecimento, autovalorização, autoaceitação. Todas as outras coisas (escolhas, vivências e decisões) ficaram mais fáceis quando eu passei a me conhecer e me amar.
  8. Entender e conhecer meus limites implica automaticamente em aceitar os limites dos outros. Isso significa respeito e sabedoria. Isso significa saber o meu lugar no mundo.
  9. Eu sou uma peça desse universo, uma célula desse organismo vivo que se chama Planeta Terra. Viver em harmonia é aceitar a minha imperfeição e a do próximo com amor e cumplicidade.
  10. Ter humildade, gratidão e aceitação é valorizar o lindo dia de sol e calor que está fazendo hoje e pensar em todas as possibilidades de transformação que eu posso oferecer para o mundo, ou somente para quem está ao meu lado agora.

Aqui vão algumas citações que talvez façam sentido somente para mim, mas que ajudaram a transformar minha visão de enxergar o mundo:

 “Não se deve fazer passar o cuidado dos outros na frente do cuidado de si; o cuidado de si vem eticamente em primeiro lugar, na medida em que a relação consigo mesmo é ontologicamente primária”. (FOUCAULT, 1984)

“O risco de dominar os outros e de exercer sobre eles um poder tirânico decorre precisamente do fato de não ter cuidado de si mesmo e de ter se tornado escravo dos seus desejos”. (FOUCAULT, 1984)

“Entendo espiritualidade como aquilo que se refere precisamente ao acesso do sujeito a um certo modo de ser e às transformações que o sujeito deve operar em si mesmo para atingir esse modo de ser”. (FOUCAULT, 1984)

“Constitua-te livremente, pelo domínio de ti mesmo”. (FOUCAULT, 1984)

“Pois, de fato, o cavaleiro era o riacho. Ele era o Sol. Ele podia ser todas essas coisas de uma vez agora, e muito mais, porque ele era um com o universo. Ele era o amor. O começo”. (FISHER, Robert)

“A vida lhe devolve o que você lhe dá. Os problemas dos outros são, frequentemente, a metade de suas soluções. Quem compartilha sempre ganha mais”. (CELMA e BES)

“Quem, afinal de contas, ama a vida?” (KANT, 1998)

Márcia Rafael

Master Coach - FEBRACIS Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico e Florida Christian University; Palestrante autorizada curso e treinamento O PODER DA AÇÃO; Mestre em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP); Ex-Professora de graduação e pós-graduação nos cursos de Direito e Administração da Faculdade Maringá em Maringá-PR, UNIFAMMA – Maringá e FAPAN – Paraíso do Norte; Ex-Juíza Leiga no Juizado Especial Cível e Criminal na Comarca de Bataguassu-MS.; Professora convidada da pós-graduação em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho da Faculdade Univel, Cascavel-PR; Advogada trabalhista há 22 anos; e Instrutora de Cursos na Associação Comercial e Industrial de Maringá (ACIM). Autora do Livro: Evolução do Direito do Trabalho. Alterações legislativas e perspectivas. Curitiba: Juruá, 2005; e Co-autora do livro: Remuneração e jornada de trabalho. Curitiba: Juruá, 2006.

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